No meu trabalho não tenho protocolos universais.
Não acredito que haja uma sequência de passos que se aplique a toda a gente, nem tenho a convicção de que um método resolve tudo. Por isso, por vezes, esta é uma parte do caminho, e o processo segue depois com um colega de outra área, por exemplo.
Cada pessoa traz uma configuração diferente: uma história, um contexto, uma forma de organizar o que sente… É aí que o meu trabalho começa.
O que se faz em sessão passa essencialmente por perceber como a mente de cada um funciona: que padrões criou, que histórias repete, que piloto automático instalou sem que se tivesse dado conta. Muitas vezes o que foi solução no passado é agora comportamento mal-adaptado ou desadequado à fase de vida em que estamos.
Depois, com paciência e sem atalhos, vemos o que é possível reorganizar, e de que forma.
Sem promessas de rapidez nem de transformações dramáticas, há rigor, atenção ao detalhe do que é dito, e a convicção de que este é um trabalho de duas pessoas em que a responsabilidade é partilhada, e o compromisso para com o processo é a base de tudo.
Quem estiver disponível para trabalhar, está no sítio certo.
